terça-feira, 11 de junho de 2013

Empatia?

marmota

Essa semana ouvi um relato de um amigo que me fez pensar. Não que o mesmo já não tivesse ocorrido comigo, ou mesmo que já não houvesse visto acontecimentos semelhantes inúmeras vezes, mas realmente nunca tinha parado para pensar mais detidamente sobre o assunto, mas dessa vez aquilo bateu fundo. Não relatarei aqui em detalhes o ocorrido, até para preservar as partes envolvidas, mas creio que todos que vivenciam o meio espiritual já passaram por situação semelhante: o relacionamento com o médium é bom, a relação com os guias do médium também são boas. Ocorre alguma indisposição com o médium, todas as entidades lhe viram o rosto, ou, ainda pior, se tornam hostis. Alguém reconhece essa história? Pois é, imaginei isso mesmo. Fiquei pensando sobre isso, e é nesses momentos que a gente percebe o quanto de influência do médium pode “vazar” em uma incorporação, quando esta não é firme o bastante. Muitos poderiam alegar “empatia” dos Guias em relação ao médium, mas é muito importante entendermos que nossos Guias e Entidades estão MUITO acima dessas picuinhas terrenas, e jamais irão interferir nessas pequenices infantis, da mesma forma que nenhum pai irá interferir em uma discussão boba de crianças acerca de qual é o seu personagem favorito. Irão, muito pelo contrário, cobrar a postura mais reta possível do próprio aparelho, de resto deixarão que a Lei tenha seu curso. É inaceitável que uma Entidade, seja ela qual for, venha “tomar as dores” de seu aparelho, criando discórdia e desunião em função de questões mundanas. Mas como minimizar esse problema quando ocorre em nossa própria casa? Para isso temos que prosseguir até a causa raiz do problema, que é a falta de firmeza ou de passividade do médium. Ou seja, o médium está ativamente interferindo na comunicação. Tal situação pode ser tolerada no início do desenvolvimento mediúnico, justamente porque é nessa fase que se inicia o contato médium/entidade e há ainda muita dúvida na percepção de quem é quem, mas logo deve ser reprimida, para que fique claro para o médium que não é aceitável sua intervenção nas comunicações. Agora, muito mais séria é a situação se tal ocorre com médiuns já considerados “prontos” ou “firmes”, que já prestam auxílio à assistência, porque aí já são vidas que, se muitas vezes já chegam atormentadas, podem ser empurradas ainda mais ladeira abaixo. Nesse caso, interferência ativa é absolutamente inaceitável, e tem que ser tolhida no ato, dependendo do caso até mesmo suspendendo o médium dos atendimentos até que se reequilibre para voltar à prática da caridade, levando sempre em conta que o caso é o do médium caído, não o de má-fé. Esse tem que ser desligado imediatamente, por que ele não entendeu o que faz ali. Resumindo o enredo, só tem um nome para isso: “marmotagem”!

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