É muito comum que em algum momento da nossa caminha espiritual, algum Guia ou Entidade chegue, normalmente durante uma consulta, mas não necessariamente, e diga que há alguma cobrança sendo feita. Na maioria dos casos, um dado Orixá (ou vários) está cobrando um engambelo, oferenda ou mesmo um recolhimento. Mas no que consiste essa cobrança? Será que nossos Orixás realmente precisam tanto dessas oferendas que vêm nos cobrar, como se fossem funcionários das Casas Bahia? Se são tão adiantados e evoluídos, para que precisam tanto de nossa ajuda para conseguir os elementos? Bom, comecemos a responder por partes. Primeiramente, os Orixás, Falangeiros, Guias e Entidades NÃO PRECISAM de nenhuma oferenda, muito menos dependem de nós para o que quer que seja. Quem precisa delas, e das energias geradas e atraídas pelas oferendas somos nós! O que chamamos popularmente de cobrança são, na verdade, desequilíbrios energéticos que apresentamos, por motivos diversos, que são detectados pelos Guias e que, a partir disso, comunicam a necessidade de realizar tais rituais para que o equilíbrio do nosso corpo etéreo se reestabeleça. Temos que entender que o linguajar ritualístico da Umbanda tem que ser tal que seja facilmente compreendido, do ponto de vista prático, por qualquer um, independentemente de grau de escolaridade ou conhecimento acadêmico, até porque a maior parte da missão da Umbanda é justamente atender aos mais humildes, então quando utilizada a palavra “cobrança” fica muito mais patente a urgência e a necessidade de que dada obrigação seja realizada. Aliás, o próprio termo “obrigação” é comumente preferido a “oferenda” justamente pelo mesmo motivo: torna muito mais simples o entendimento que não é simplesmente um agrado, mas algo que deve ser feito, em benefício do próprio médium.
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