Esse post também poderia se chamar “Como não cair em uma
roubada quando estiver procurando uma casa de Umbanda”, mas preferi optar pela
versão mais curta. Muitas vezes, no desespero da busca espiritual, seja pelo
chamamento da mediunidade, seja por uma necessidade física (doenças e outros males),
é comum que se inicie uma busca por uma casa de Umbanda séria, e que nos toque
de alguma maneira. O que deveria ser tarefa relativamente simples, tem se
revelado cada vez mais matéria de roteiro para (mais) um filme da franquia “Missão
Impossível” (e aqui vocês estão ouvindo a trilha sonora na cabeça que eu
sei...). Pois é, apesar do tom de brincadeira do texto até aqui, o assunto é
sério: tem muita gente usando indevidamente o nome da Umbanda para promover
seus trabalhos de baixa magia (ou golpes materiais mesmo, afinal o
charlatanismo não existe só na mistificação mediúnica). Vamos então a uma lista
de coisas que, se vistas, devem imediatamente soar seu alerta:
- QUALQUER ação que prejudique a terceiros (ou seja, NA UMBANDA NÃO SE TRABALHA PARA O MAL!);
- Cobrança em dinheiro (não confundir com Lei de Salva, que discutiremos em outra oportunidade), ou mesmo coação para que sejam feitas doações (embora o incentivo a estas não seja propriamente um problema, afinal casas precisam se manter materialmente, e isso custa dinheiro);
- Luxo e vaidade excessivos;
- Promessas de curas impossíveis;
- Realização de amarrações;
- Promessas do tipo “trago a pessoa amada”;
- Promessa de ganhos financeiros;
- Promessas de fechamento de corpo;
- Ameaças de entidades (do tipo “se suncê num mi dé um marafo, vô tirá o seu trabaiadô <sic>”);
Se vir qualquer uma dessas coisas acontecendo na casa que
você frequenta, talvez seja hora de repensar ou mesmo começar a procurar novos
rumos para a sua espiritualidade.

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