quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Umbanda tem fundamento, é preciso estudar!



Já dizia o antigo ponto cantado. Tá, eu sei que a letra não é bem assim, mas acredito que hoje seria mais verdadeiro e relevante que o original. Mas será verdade isso que tudo tem fundamento? De antemão lhes adianto: é! A Umbanda tem fundamento sim, tudo tem a sua razão de ser e um motivo pelo qual é daquela maneira. Então acabou a discussão, era só isso? Claro que não. Se você lê esse blog com alguma frequência sabe que eu só venho aqui pra falar de algum problema, certo*? Bom, o caso aqui é que tem fundamento, mas quase ninguém conhece. “E porque isso é um problema?”, você pergunta. E eu digo: porque sem conhecimento, o fundamento vai se perder. Por exemplo, quando se bate cabeça em um terreiro, se está reverenciando todo o gongá e os assentamentos daquela casa. Todos os Orixás e Guias que ali estão para conduzir os trabalhos. Além disso, em um ato de humildade, ao tocar a cabeça ao chão o médium está se colocando à disposição para o trabalho, e pondo seus chacras em contato com a energia da casa. Da mesma forma, ao saudar os assentamentos, tocando-os com a mão e levando-a à cabeça, está energizando seu ori com os fluidos benéficos que ali estão. Só que é necessário o conhecimento de que é para isso que serve, e de como se deve proceder, senão acaba virando um ato mecânico que, desta forma, perde muito da sua eficácia. Outro exemplo é a defumação: ao ser defumado, o médium deve estar mentalmente aberto para que as larvas, miasmas e energias negativas que estiverem impregnadas em seu corpo etérico sejam desfeitas. Se nessa hora forem cultivados pensamentos negativos, a lei de atração fará com que o medianeiro “puxe de volta” ou proteja a negatividade dos efeitos da defumação, assim reduzindo a eficácia da mesma. Por isso rogo aos senhores Zeladores: transmitam seus conhecimentos! Não se coloquem em pedestais inatingíveis, mas ajudem seus filhos, ensinando como agir e se comportar dentro do terreiro. E rogo ainda mais aos médiuns, filhos de santo: busquem conhecer os fundamentos, procurem entender porque cada coisa é como é, e porque é feita desta ou daquela forma. Só assim vocês evoluirão e manterão viva a Umbanda como deve ser.
  

* (Aliás, temos que mudar isso... mandem sugestões!)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O que NÃO é Umbanda


Esse post também poderia se chamar “Como não cair em uma roubada quando estiver procurando uma casa de Umbanda”, mas preferi optar pela versão mais curta. Muitas vezes, no desespero da busca espiritual, seja pelo chamamento da mediunidade, seja por uma necessidade física (doenças e outros males), é comum que se inicie uma busca por uma casa de Umbanda séria, e que nos toque de alguma maneira. O que deveria ser tarefa relativamente simples, tem se revelado cada vez mais matéria de roteiro para (mais) um filme da franquia “Missão Impossível” (e aqui vocês estão ouvindo a trilha sonora na cabeça que eu sei...). Pois é, apesar do tom de brincadeira do texto até aqui, o assunto é sério: tem muita gente usando indevidamente o nome da Umbanda para promover seus trabalhos de baixa magia (ou golpes materiais mesmo, afinal o charlatanismo não existe só na mistificação mediúnica). Vamos então a uma lista de coisas que, se vistas, devem imediatamente soar seu alerta:        
  • QUALQUER ação que prejudique a terceiros (ou seja, NA UMBANDA NÃO SE              TRABALHA PARA O MAL!);
  • Cobrança em dinheiro (não confundir com Lei de Salva, que discutiremos em outra oportunidade), ou mesmo coação para que sejam feitas doações (embora o incentivo a estas não seja propriamente um problema, afinal casas precisam se manter materialmente, e isso custa dinheiro);
  • Luxo e vaidade excessivos;
  • Promessas de curas impossíveis;
  • Realização de amarrações;
  • Promessas do tipo “trago a pessoa amada”;
  • Promessa de ganhos financeiros;
  • Promessas de fechamento de corpo;
  • Ameaças de entidades (do tipo “se suncê num mi dé um marafo, vô tirá o seu trabaiadô <sic>”);


Se vir qualquer uma dessas coisas acontecendo na casa que você frequenta, talvez seja hora de repensar ou mesmo começar a procurar novos rumos para a sua espiritualidade.