A situação não é rara: um engasgo na hora de cantar um ponto, um tombo na hora do bodoqueio, um bocejo incontrolável fora de hora. É quase certo que você, irmão umbandista, ou já passou por isso, ou já viu alguém passar. Essas situações são comuns no início do desenvolvimento, mas devem sumir conforme a sintonia mental entre aparelho e guia for se solidificando. Entretanto, por vezes acontece. E aí, o que fazer? Acredito que a primeira e mais importante é uma auto-análise detalhada. O que houve? Eu me preparei corretamente para esta sessão? Cumpri todos os meus preceitos? Estava concentrado para emprestar a matéria ao guia? Estava isolado do mundo exterior? Deixei que a vaidade tomasse conta? Na grande maioria dos casos, essas perguntas revelarão com alguma certeza o que deve ser corrigido. É muito frequente que os preceitos mais essenciais acabem caindo e esquecimento, porém negligenciá-los pode atrapalhar – e muito – o bom trabalho espiritual. O medianeiro deve se apresentar para o trabalho descansado (ao menos tendo dormido na noite anterior), com uma alimentação correta (comidas muito pesadas e/ou o jejum prolongado são causa de muitos problemas durante uma sessão), higiene mental e física (incluído aí o banho de descarrego) são detalhes que, se esquecidos, certamente cobrarão caro na hora da gira. Agora, se após uma auto-análise você realmente não encontrar nada que pudesse ter sido melhor, então é hora de se sentar com o guia chefe da casa, pois pode haver algum desequilíbrio energético mais profundo a ser tratado.
quarta-feira, 19 de março de 2014
O que fazer quando seu guia te faz passar vergonha?
Marcadores:
Entidades,
Guias,
Incorporação,
Umbanda
O Veneno do médium
Muitas vezes médiuns iniciantes vêm perguntar: “qual a maior dificuldade no desenvolvimento?”. E eu sempre os frustro com a resposta, pois ao invés de descrever rituais complicados ou divagar sobre a importância da boa concentração, digo todas as vezes: “o mais difícil é resistir à vaidade”. É claro que é indiscutível que certos rituais são indispensáveis, e que a concentração é a chave para a boa sintonia mental com nossos guias, mas é a vaidade a grande responsável pela queda da maioria dos médiuns. E todos passamos por esse momento, onde aparentemente nossos guias têm manifestações sólidas e começam a chover elogios e comentários sobre tal e tal guia, sobre essa ou aquela ajuda recebida. Neste momento é muito fácil para o medianeiro confundir as coisas, tomando para si o mérito das graças alcançadas, principalmente porque a assistência e mesmo os irmãos têm dificuldade de separar médium e entidades, e frequentemente parabenizam o médium por feitos que, idealmente, ele nem deveria ter conhecimento. E a partir daí, começa a crescer um sentimento de confiança, e mesmo de poder, que, se deixado aflorar, levará à ruína. O primeiro sintoma disso são os abusos. Os guias “incorporados” (mas que a essa altura já não conseguem mais sintonia eficiente, devido à arrogância do aparelho) começam a exigir coisas descabidas e sem sentido, ou mesmo descumprir ordens da casa, acreditando que a lei deve se moldar às suas “capacidades”. E daí, é ladeira abaixo, com o guia se afastando cada vez mais e deixando o médium andar com as próprias pernas, aguardando o tombo certeiro que o porá de volta ao caminho. Conhecemos casos de que o próprio guia tomou atitudes quanto a isso, forçando o tombo (em um dos casos, apresentando deliberadamente o ponto riscado de outro guia, e confirmando que o fez pois “o cavalo está muito vaidoso, e ainda precisa de mais aprendizado e humildade antes de ser confirmado”), para chamar o médium à razão. Porém, muitas vezes nem os guias conseguem impedir que o médium ande só, e ficam apenas à espera de uma redenção. E nisso, o médium vai dando sinais claros de problema na comunicação e, consequentemente, vai ficando desacreditado, até que ele próprio, caso não compreenda a origem da situação e procure se melhorar, perca a fé na própria mediunidade.
Marcadores:
Entidades,
Guias,
Incorporação,
Umbanda
Assinar:
Comentários (Atom)